ETERNA REVERBERAÇÃO
Amar a poesia era o seu destino,
Letras em brasas, inventiva rara;
Brilhava em versos de lume cristalino
Ecoando a arte que o tempo ampara.
Reverbera-Trio, PoeDez, Nuance,
Traçando formas, a alma em cadência,
O mundo a correr, em longo alcance.
Verso e ritmo, sentem sua ausência.
As sendas experimentais que ele abria
Levaram veloz, seu nome, além.
Expandida, em beleza, sua poesia,
Nos singulares experimentos, aben-
Çoa o legado que ele nos deixou,
Alegria em nata, favo de mel e amor.
Luz que rebrilha nos caminhos,
Eternas rimas, entre os fortes ventos,
Alma que sopra nos pergaminhos,
Livros guardando bons momentos.
Desenho de versos, sonho fecundo,
Elevo a voz num canto profundo.
Longe da carne, mas não do poema,
Imortaliza-se o verbo sem fim;
Memória viva, além do dilema,
Alberto ecoa dentro de mim.
Melgaço, Pará, Brasil, 03 de abril de 2025.
Composto por Jaime Adilton Marques de Araújo
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Singela homenagem do poeta ao vate Alberto Valença Leal de Lima que, neste 2 de abril de 2025, adentrou os portais da eternidade. Que sua poesia continue reverberando no tempo!